Sebástian Pereira será o chefe de missão dos Jogos Olímpicos da Juventude de Verão Dakar 2026
Gerente-executivo de Educação e Fomento do COB atuará como líder da delegação do Time Brasil nos primeiros Jogos Olímpicos sediados na África; faltam seis meses para a competição

A seis meses dos Jogos Olímpicos da Juventude de Verão Dakar 2026, o Comitê Olímpico do Brasil (COB) anuncia Sebástian Pereira, gerente-executivo de Educação e Fomento da entidade, como chefe de missão do Time Brasil no Senegal. O continente africano se prepara para sediar um evento olímpico pela primeira vez, entre os dias 31 de outubro e 13 de novembro de 2026.
"Ter o Sebástian como nosso chefe de missão nos Jogos Olímpicos da Juventude, em Dakar, é um motivo de orgulho. Sem dúvida ele agregará muito no desenvolvimento desses jovens atletas, com toda sua experiência de atleta, de gestor e também de chefe de missão em oportunidades anteriores. É a primeira vez desses meninos e meninas num universo olímpico, é a primeira vez dos Jogos Olímpicos no continente africano, então escolhemos alguém com muita bagagem. Esta competição terá um simbolismo enorme e temos certeza de que o Sebástian comandará brilhantemente nosso time", disse Marco La Porta, presidente do COB.
Formado em Educação Física, Sebástian foi gerente de Competição e Instalações Esportivas durante os Jogos Pan-americanos e Parapan-americanos Rio 2007. E desde então iniciou sua trajetória no COB para trabalhar com o esporte de alto rendimento. No entanto, antes de gerente-executivo, Sebástian é judoca – tendo disputado os Jogos Olímpicos Atlanta 1996, conquistou bronze no Mundial Birmigham 1999 e nos Jogos Pan-americanos de Winnipeg 1999 e é campeão mundial júnior e militar. Ao lado da equipe do COB, Sebástian esteve em Dakar nos dias 9 e 10 de abril para participar do Seminário dos Chefes de Missão dos Jogos e destacou a organização e o entusiasmo dos anfitriões.
“Ter a oportunidade de conhecer os preparativos para os Jogos Olímpicos da Juventude 2026 em Dakar foi uma experiência enriquecedora. A cidade está se preparando da melhor forma possível para entregar um evento inesquecível. Há muita paixão e empenho em receber bem as delegações”, afirmou Sebástian Pereira.
Durante os dias de imersão, o chefe de missão participou de algumas reuniões, visitas a instalações e testou a mobilidade entre as cidades-sede que receberão os Jogos. Para ele, essa experiência ajudou a mapear possíveis desafios logísticos para a organização brasileira. “Os desafios são semelhantes aos de outros Jogos, especialmente em relação ao transporte e à acomodação. A competição será dividida em três cidades — Dakar, Diamniadio e Saly — o que exige grandes deslocamentos entre a Vila Olímpica e os locais de competição. Além disso, a ausência de ar-condicionado na Vila Olímpica é um ponto de atenção, principalmente pensando na recuperação dos nossos atletas entre treinos e provas”, explicou.
Formação olímpica e perspectiva de futuro
Experiente, Sebástian já foi chefe de missão nos Jogos Sul-americanos da Juventude 2013 Lima, Jogos Sul-americanos da Juventude 2017 Santiago, Jogos Olímpicos da Juventude 2018 Buenos Aires e nos Jogos Sul-americanos Adulto 2022 Assunção. Ele ressaltou o papel fundamental dos Jogos Olímpicos da Juventude na formação dos atletas brasileiros.
“Os Jogos da Juventude permitem que os jovens atletas vivenciem a atmosfera olímpica e ganhem a maturidade competitiva necessária para chegar à elite. É uma competição essencial na formação de quem sonha com uma medalha olímpica”, destacou.
Ele lembra ainda que o histórico da competição reforça sua importância estratégica. “Grande parte dos medalhistas dos Jogos Olímpicos da Juventude consegue fazer a transição com sucesso para os Jogos Olímpicos principais. Isso torna o evento um verdadeiro celeiro de talentos para o cenário esportivo mundial”, completou, citando exemplos como Flávia Saraiva e Marcus D’Almeida, que trilharam esse caminho.
Sobre os Jogos Olímpicos da Juventude Dakar 2026
Os Jogos Olímpicos da Juventude Dakar 2026 prometem inaugurar um novo capítulo na história olímpica, com forte foco em igualdade de gênero, sustentabilidade e representatividade africana. A expectativa é reunir cerca de 2.700 jovens atletas de até 17 anos, de todo o mundo, em competições realizadas nas cidades de Dakar, Diamniadio e Saly.
Além de destacar o protagonismo da África no Movimento Olímpico, o Comitê Olímpico Internacional (COI) reafirma seu compromisso com a inclusão ao promover os primeiros Jogos Olímpicos da Juventude com uma Equipe Olímpica de Refugiados, composta por atletas baseados no continente africano. O evento também garantirá alocação igualitária de cotas entre homens e mulheres em todas as modalidades.











